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Temporada 1 · Episódio 3

Episódio 3

Depois da palavra esperança, a casa mudou de ofício. Não ficou pequena, e continuou grande demais para um só relógio, mas os cômodos que esperavam um passo que não vinha começaram a ouvir dois. Quem conta esta história gosta de dizer que foram dias felizes, e eram, do jeito que o Wisconsin permite no fim de outubro: felizes com geada e com lenha, felizes com a Remington batendo de manhã sem que ninguém escondesse a folha.

Anny Grace acordava e já não pedia licença a cada tábua. Vestia o marrom da lã, as botinas com o terceiro botão no lugar e o xale velho por cima, o xadrez ainda dela, a lã ainda dele, o conjunto já da casa. Descia, punha o segundo prato sem pensar e servia o café. August Ward ainda era relógio de carne, só que agora o relógio tinha com quem marcar. Ela varria o alpendre, tirava os ovos falando baixo com as galinhas o que não falava com gente, aquela bobagem de quem descobre que a boca pode servir para outra coisa além de medo. Puxava água, amassava o pão com as mãos pequenas demais para a masseira e grandes o bastante para a tarefa, lavava a tina e estendia o pano no alpendre mesmo com frio, porque pano molhado dentro de casa lembrava despensa. Ele rachava, consertava, ia ao bosque e voltava, e às vezes, no meio da tarde, os dois estavam no mesmo cômodo sem que isso fosse milagre nem susto: ela na cópia, ele no cachimbo que quase não acendia, o relógio entre os dois como um terceiro decente.

A Remington saiu da ponta da mesa só quando ela queria. Escrevia com ele na cozinha, não mostrava tudo e mostrava uma linha, às vezes, o bastante para ele assentir e não cobrar o resto. O A já não era o único conhecido; o N, o Y, o G de Grace vinham com menos medo. Havia erros, o carro empurrado demais, a orelha vermelha, e havia também, num caderno que ele tirou do escritório sem discurso, umas letras de cópia, o tipo de lição que as crianças da vila faziam no quadro e que ela fazia aos dezoito ou dezenove com uma seriedade que não pedia desculpa pela idade. Copiava do jornal da vila de baixo, quando ele trazia um amassado no bolso, o preço do milho, um homílio, um anúncio de arado. Copiava devagar, os lábios mudos acompanhando a linha, e depois tentava a mesma frase na máquina, o ferro dizendo de outro jeito o que a mão já soubera.

— Mais devagar… — murmurou ele um dia, atrás dela, sem chegar perto demais. — A letra não foge se a senhora não correr.

— Eu corro… desde sempre — disse ela, e havia quase um sorriso nisso.

Numa manhã ela amassou o pão e cantarolou sem perceber, não uma canção de igreja, um resto de coisa que a mãe talvez tivesse usado na janela do correio, sem letra que ele reconhecesse. August, na porta, ficou o tempo de uma respiração a mais, não comentou e foi às galinhas. Quando voltou, o pão estava no forno e ela tinha farinha no cabelo cacheado, um fiapo branco no loiro, e riu com o nariz quando viu, o primeiro riso pequeno daquela casa em muitos outonos.

Ele tossiu. Foi um pigarro só, o primeiro, daqueles que um homem atribui ao pó da lenha. Anny olhou, ele acenou que não era nada e foi à bomba lavar as mãos.

Assim passaram os dias. A senhora Ellison voltou com outro bolo, e desta vez August abriu um pouco mais a porta. Anny, no umbral da cozinha, disse boa tarde, a voz ainda fina, e foi o bastante para a viúva da granja ao norte guardar o bolo com menos ferida e ir embora falando, na charrete, que a moça loira tinha modos. O povo da estrada comeu essa frase como tinha comido a outra.

Houve um domingo em que não veio ninguém. Anny assou o bolo que restava, mais seco, e os dois comeram na cozinha com a Remington de testemunha. Ele falou, sem cobrar, de um inverno em que o Chippewa congelou cedo e a madeira não desceu; ela falou, procurando as palavras, de um copo que quebrara no bar e levara culpa. Ríram outra vez, pouco. Depois ela leu em voz alta, devagar, uma página do caderno, não a dela, uma cópia do jornal, um trecho sobre uma ponte, e ele corrigiu duas palavras, só duas, no tom de quem ensina sem palmatória. Quando ela acertou a terceira sozinha, os olhos cinza subiram até os dele e ficaram um segundo sem medo.

À tarde, no alpendre, ela costurou um botão no sobretudo dele. A mãe tinha costurado, a linha tremeu no começo e depois andou. August deixou o braço parado, o resfriado já lhe arranhando a garganta, e olhou o canteiro, não o retrato do outro lado da parede. O botão ficou firme. Ele vestiu o sobretudo e a casa, por uma hora, pareceu do tamanho certo.

August chegou mais perto do fogo, e era isso o que Anny notava antes de notar o resto. No fim da tarde, quando o cobre baixava, ele puxava a cadeira para a lareira com o sobretudo nos ombros mesmo dentro de casa, e verificava o ferro, o fogão e o lampião do corredor, cada chama duas vezes, como quem conta moeda. No primeiro dia ela achou que era costume de homem só; no terceiro viu que o costume tinha pressa; no quinto o pigarro já não era pó. A voz vinha um pouco grossa de manhã e um pouco mais grossa à noite, e ele dizia no tom de quem pergunta o tempo:

— A chuva do outro dia. Pega nestas coisas. Passa.

Não passou, e também não piorou à vista. Ficou aquele resfriado de quem trabalhou molhado e recusou cama, o lenço no bolso do colete, o nariz vermelho na ponta, o chá que ela passou a pôr ao lado do prato dele sem pedir. Ele bebia e não dizia obrigado, e não precisava, porque os dois já tinham gastado essa palavra até o osso e agora o chá bastava.

Uma noite ele quis ir ao celeiro buscar um arreio que não servia a cavalo nenhum. Anny pegou o lampião primeiro; ele olhou o pavio, baixou a chama, olhou de novo e só então saiu. Ela ficou no umbral vendo o círculo de luz atravessar o pátio, o travessão vazio e a carroça, e pensou, ainda sem ter o nome para a ideia, que aquele homem tinha medo de fogo do jeito que outros têm medo de dívida. Quando voltou, as ventas estavam mais vermelhas, e ela pôs o chá outra vez, mais forte, com um fio de whisky da garrafa que ele guardava no alto da despensa e quase não usava.

— Isso… é remédio de bar — murmurou ela.

— É remédio de frio — disse ele, e bebeu. — O bar que o senhor conheceu não inventou o rye. Só cobrou caro.

Riram pouco, os dois, o riso curto de quem ainda está aprendendo o terreno. Depois ele tossiu de verdade, o peito, e ela não riu mais.

Foi numa dessas tardes, com o fogo alto, a Remington calada e o caderno de cópia fechado, que Anny ficou parada no vão da sala. A luz alcançava o retrato. A moça do estúdio olhava a casa com a boca que não pedia, o cabelo preso, o vestido claro, a idade que Anny via no espelho da jarra quando se inclinava demais. August, na cadeira da lareira, não olhava, por hábito, e o hábito já durava o bastante para ela ter aprendido a respeitá-lo… e o bastante para não respeitá-lo mais.

— Senhor…

Ele pigarreou, o som grosso, e virou só o queixo.

— A moça do retrato… — Anny procurou, achou os três pontos na boca, o jeito dela de andar no gelo. — Quem é…? Eu olhei, um dia… a senhora não estava. Ela tem… a minha idade. Ou quase.

O relógio deu um tique. August Ward não desviou a tempo. Pela primeira vez desde que Anny cruzara aquele tapete, ele olhou o retrato de verdade. Os olhos, que tinham ficado mais jovens um instante no café da Remington, envelheceram de um só golpe, e a voz, quando saiu, veio do resfriado e de outra coisa mais antiga que a chuva.

— Clara. — O nome pousou na sala como um objeto que ninguém limpava. — Clara Ward. Minha filha.

Anny não falou. Os cachos contra o xale não se moveram. Ele olhou o fogo, não ela, e as mãos nas pernas fecharam-se e abriram-se, vazias.

— Faz dois outonos… — Parou. O pigarro atrapalhou, e ele deixou. — Ela tinha a idade que a senhora tem agora. A foto é de Milwaukee, um estúdio. Ela quis o vestido claro e eu paguei. Eu pagava o que ela pedia, quando pedia, e achava que isso… que isso bastava. Clara gostava da cadeira do alpendre, gostava de pão ainda quente, gostava de um cavalo que… — parou, o baio atravessando a frase sem nome, e desviou. — Gostava de ficar. Eu é que saía. Negócio. Sempre negócio.

A chama do lampião chiou. Ele olhou o pavio, levantou-se, baixou a chama e sentou-se de novo, cada gesto com a pressa daquele homem que conta fogo duas vezes.

— Eu não estava. — A frase veio inteira, rara nele, e por isso pesada. — Tinha um trato na vila, terra, pinho, o saco. Saí de manhã, seco, de sobretudo, a geada ainda no alpendre, ela na porta com um xale, outro xale, de outra lã, e eu disse que voltava antes do cobre. Voltei tarde. O trato estava quase feito e o saco ainda pesava. Na curva da estrada eu vi a fumaça e achei que era queimada de toco, de gente limpando talhão, o tipo de fumaça que nesta terra não assusta ninguém.

Anny chegou um passo, só um, e parou no limite do tapete, como se o tapete agora tivesse outra dona.

— Não era toco… — August passou o polegar no joelho, um risco inútil. — A lamparina do quarto, ou o fogão, nunca soube ao certo. A senhora Ellison viu da granja e veio com o rapaz do correio e dois homens da cerca. Quando eu cheguei, o alpendre ainda estava, a chaminé ainda estava, e o meio… o meio era preto. Cheiro de lã queimada, de madeira, de… — não acabou. — Estavam no pátio. Alguém tinha puxado o retrato para o celeiro um dia, eu nem lembro quem, e por isso a cara dela restou. O resto, o que era dela, não. Eu desci com o saco na mão, seco, a vila inteira no meu sobretudo, e a minha filha… Clara… no que tinha sido a casa.

O fogo estalou e ele não tossiu; segurou o peito um segundo, não de pulmão, de conta.

— Eu não estava… — repetiu, mais baixo. — Cheguei a tempo do trato, não a tempo dela. A senhora pergunta quem é a moça da parede. É isso. É a hora em que eu escolhi a estrada. Todos os dias eu passo por essa parede e não olho, porque olhar é voltar no mesmo horário, no mesmo sobretudo, e saber que o investimento estava numa vila e a minha filha estava aqui.

Anny engoliu. A voz dela, quando veio, vinha com os três pontos, o gelo, a procura.

— A segunda porta… à esquerda…

August assentiu uma vez, só uma.

— Era o quarto dela. Eu não disse. Não soube onde mais pôr a senhora no primeiro dia, e depois… depois dizer era abrir essa parede. A cama é para dormir, eu disse isso, e era verdade. Também era covardia.

Ela olhou o corredor. A segunda porta, a que ela trancava para lembrar que podia e que agora estava destrancada na maior parte das horas, ganhou um peso que o fecho não tinha. Não saiu correndo e não tirou o vestido. Ficou no vão, os olhos cinza na madeira, e disse inteiro o que pôde:

— Eu não sou ela.

— Eu sei. — August olhou o retrato outra vez, breve, e desviou, o hábito voltando como tosse. — A senhora é Anny Grace. Eu sei o nome. Eu é que, às vezes, não sei a casa.

Ela assentiu e não pediu mais, não pediu como Clara morrera no escuro segundo a segundo, porque ele já tinha dado o que podia dar sem desfazer. Ficaram nisso. O chá esfriou e a Remington, na cozinha, era um animal preto à espera. Anny foi até ele, não encostou, e pôs a mão no encosto da cadeira da lareira, perto do ombro dele, o bastante para a lã do vestido dizer que ela ficava. Ele pigarreou, ela retirou a mão, e depois, na cozinha, pôs dois pratos. Comeu pouco, ele menos, e a casa escutava o fogo, e os dois, pela primeira vez, escutavam juntos.

Mais tarde, sem anunciar, ela sentou-se à máquina. A folha era branca. Os dedos acharam o A, o N, o que veio, desigual, e August, da lareira, ouviu o trote miúdo atravessar o vão da sala como se a casa pudesse ter duas vozes ao mesmo tempo, a da tecla e a da chama. Não se levantou para ler e não precisava, porque o barulho dizia que Anny Grace continuava Anny Grace mesmo depois de Clara ter enfim um nome naquela parede. Quando o carro da máquina foi empurrado, ele tossiu no lenço e ela, da cozinha, perguntou se ele queria mais chá. Queria. Ela levou. Os dois copos fumegaram entre o retrato e a Remington, e o outubro, lá fora, foi só vento.

À noite ela dormiu na segunda porta, não por desafio, por não ter outra, e por ele ter dito a verdade, e a verdade, mesmo feia, ainda ser um quarto com chave do lado de dentro. Ficou um tempo sentada na cama com o caderno no colo, olhando a janela que Clara talvez tivesse olhado, o canteiro, a estrada. Não era possessão, era vizinhança com uma ausente. Escreveu à mão uma linha que não mostrou, a casa escuta o fogo primeiro, depois apagou a lamparina com um cuidado que não tinha tido até então, esperou o pavio morrer de vez e ouviu, no fim do corredor, August verificar a chama outra vez, tossir, verificar de novo.

Ele não dormiu logo. Anny soube pelo ranger da cadeira no quarto do fundo, a mesma cadeira da janela, o hábito de um homem que vira o rosto para a parede. Não foi até lá. Ficar daquele jeito também era respeito.

No dia seguinte o tempo fez uma trégua de novembro, dessas que o Alto Meio-Oeste inventa para enganar o inverno, sol baixo, lama um pouco menos crua, o canteiro das roseiras mortas quase quente na terra. August amanheceu pior e fez questão de não estar pior. A voz estava grossa, o lenço saía do colete demais, e ele quis ir ao bosque. Bebeu o chá de pé, o sobretudo já no braço, e Anny pôs o casaco de volta na cadeira.

— Hoje… a lenha está no alpendre. Eu pego. O senhor fica.

— A senhora não vai sozinha à pilha. — A frase saiu mais áspera do que o resfriado pedia, medo antigo, fogo antigo, e ele ouviu a própria aspereza. — Quero dizer… o bosque. O bosque eu deixo. A pilha… a pilha é aí.

— É aí. — Ela pegou o cesto. — Eu pego o de cima. O senhor fica.

Ele olhou como quem ia recusar, e o resfriado, mais honesto que o homem, recusou por ele. Sentou-se junto ao fogo com o lenço na mão e viu-a sair pelo fundo, o marrom da lã, o xale xadrez, os cachos ao sol baixo, uma moça viva atravessando o pátio de uma casa que já tinha queimado uma vez e sido erguida de novo, tábua por tábua, com o dinheiro de outros tratos, outras vilas, outros sacos.

O pátio cheirava a pinho molhado e a galinha. A carroça dormia com os varais no chão e o travessão vazio continuava sendo um animal de ar. Ela passou por ele, parou junto à bomba, molhou as mãos, secou-as no xale e foi à pilha de lenha do lado do celeiro, a que ele empilhara no dia da chuva, a tora demais, o trabalho da vergonha. Os pedaços de cima estavam secos do sol baixo; os de baixo, na sombra, ainda cheiravam inverno e terra. Anny começou pelo seco e o cesto encheu. Por um instante a casa atrás era só fumaça boa de chaminé, chá, cópia, esperança, e Anny Grace, pela primeira vez desde o bar, não estava à espera de um preço. Pensou, com a cabeça quieta, que ainda ia escrever à tarde. Pensou na palavra Clara, nova demais na boca da casa. Pensou que o senhor ia ficar junto ao fogo, e que isso, ficar, também era um trato.

Faltou um pedaço, um só, para completar o cesto. A mão entrou entre dois toros de baixo, onde a sombra ainda era inverno.

Não viu primeiro a cobra: viu a dor.

Um ardor seco e fundo no pulso esquerdo, o mesmo pulso que o Briggs um dia pintara de roxo, o mesmo que ela escondera no xale, o mesmo que agora ia buscar lenha para o fogo de um homem resfriado. Recuou o braço com um som que não era palavra. Entre os toros, no oco que a palha e a umidade tinham feito, havia um corpo grosso, pardo, o desenho de diamante apagado pela terra, o chocalho já soando tarde, um aviso que o inverno tinha esquecido de engolir. Cascavel. A língua preta. O bote já feito.

Anny caiu para trás no cascalho, o cesto virado, a lenha espalhada, os cachos na lama. Olhou o pulso e viu dois furos miúdos, já inchando, um fio de sangue tão pouco que parecia mentira. A boca abriu. Os três pontos, desta vez, não vieram. Veio um grito curto, o primeiro grito que a casa de Ward ouvia daquela voz.

A porta dos fundos bateu. August saiu no sobretudo, o lenço na mão, a voz grossa já virando chamado:

— Anny!

Ele viu o cesto, viu a moça no chão e viu, no oco da pilha, o bicho que se recolhia, lento, ofendido por ainda estar acordado em novembro. Foi a ela, não à cobra. Ajoelhou-se no cascalho, o joelho molhado, o resfriado ofegando, e tomou o pulso com as duas mãos, as mãos de varal, de machado, de saco, como se as mãos pudessem desdizer o dente.

— Olha para mim. — A voz dele falhou no meio, pigarro e medo. — Anny Grace. Olha.

Ela olhou. Os olhos cinza estavam grandes demais para o sol baixo, e os lábios procuravam uma frase e achavam só a respiração.

— Eu… a lenha… o senhor estava…

— Quieto. — Ele já estava de pé, ela no colo um instante, depois de pé também, o braço dele na cintura dela só o bastante para atravessar o pátio, o pulso dela longe do chão, o sobretudo aberto, o peito roncando o resfriado da chuva antiga. Na cozinha a Remington esperava com a folha virada e o retrato, na sala, esperava com a boca que não pedia. August deitou Anny na cadeira da lareira, o fogo perto demais, puxou o lenço do colete, limpou o sangue miúdo e olhou os dois furos como se olhasse um trato que não se desfaz com ouro. A mão dele tremia e o resfriado fazia a respiração curta. Ele apertou acima da picada com o polegar e o indicador, o jeito antigo de quem já viu cobra em talhão, e a voz, quando saiu, já não era a voz de quem diz que passa.

— Não tira o olho de mim. — Pigarreou, engoliu o grosso. — A senhora fica acordada. Eu… eu sei o que fazer.

Não sabia ainda o caminho inteiro. Sabia o nome do medo. A cascavel, no pátio, tinha sumido para debaixo da pilha. O novembro, lá fora, fingia que ainda era tarde feliz. Dentro, o relógio deu um tique, e August Ward, com a voz já de doente, já de pai que chegou atrasado uma vez, segurou o pulso dela e não prometeu a vila, nem o chá, nem a manhã.